O Descendente dos Leões.

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O Descendente dos Leões.

Mensagem por Aehrion Dartor em Qui Jan 29, 2015 5:41 am

Prólogo.

A Casa Lasiurus, como é sabido, fora um ramo bastardo da Casa Lannister, concebido por Gerold Lannister. Juliar Lasiurus, previamente Juliar Hill, fora o segundo filho de Gerold, e o único bastardo. Pouco fora recebido de sua família enquanto seus irmãos viviam, porém, isto mudou muito com as mortes dos herdeiros em batalha, exceto por Tytos Lannister, "O leão sem dentes." Tytos sempre fora a vergonha de Gerold, o contrário de tudo o que sua casa pregava. Um líder fraco, mal diplomata e péssimo estrategista.

Com a morte de Tywald, Tion e Jason, somente dois filhos lhe sobraram, Juliar e Tytos. Ambos trariam desonra à sua casa, um sendo bastardo, apesar de todo o valor que provava em batalhas, e outro sendo fraco. Juliar fora o único de seus filhos que voltara de todas as batalhas às quais fora enviado, e o único a liderar com sucesso todas as tropas que lhe fossem concedidas durante uma, indo das mais despreparadas às mais experientes. Sua fama logo se espalhou pelas Terras do Oeste, enquanto estava debaixo do estandarte da Casa Lannister, enquanto Tytos se escondia dentro das muralhas de Rochedo Casterly.

As atenções geradas fariam Gerold repensar sua posição. Ele era um estrategista e um líder inteligente, e sabia que sua casa teria pouco futuro nas mãos de Tytos. Porém, ao mesmo tempo, também sabia que não poderia nomear Juliar como seu herdeiro direto sem passar a ser visto como desonrado por sua própria família e seus vassalos. Sua solução fora simples: Conceder-lhe um sobrenome. Juliar Hill agora chamava-se Juliar Lasiurus, e um castelo há muito abandonado à leste de Crakehall fora-lhe concedido, sendo reformado com o dinheiro interminável da Casa Lannister. O novo Lorde agora ajoelhara-se como vassalo a seu próprio pai, e recebera tropas, além de uma esposa. Um tratado de Gerold com os Martell para o sucesso da casa de seu filho, que poderia prosperar e ajudar a Casa Lannister a se sustentar sob a má direção de Tytos que seria iminente.

No ano 244, Gerold falece. Um choque muito forte para Juliar, que era muito grato ao pai por tudo, além de um tempo de insegurança no Oeste. Com a morte do Leão Dourado, Tytos ascende ao poder. Inicialmente sendo visto pelos vassalos como um bom nobre, logo passaria a ser motivo de piadas. Aqueles que antes riam com ele em suas festas, agora riam dele. Nenhuma ordem era respeitada, e bandidos começavam a patrulhar as estradas e assaltar vilas sem dó. Nesse cenário, Lorde Juliar Lasiurus resolve se fechar para o resto, passando a administrar sua própria casa. Em ações desonrosas, mas espertas, ele negociava com os bandidos que patrulhavam as ruas e comprava deles os itens roubados por um preço muito mais barato, garantindo sua segurança e também garantindo que sua casa prosperasse. Logo, os Lasiurus se tornavam uma das potências do Oeste, e seus exércitos cresciam conforme sua riqueza. Antes uma tropa de guarnição de 100 homens agora tinha passava dos milhares, e os equipamentos estavam sendo cada vez mais refinados. Enquanto sob o regime de Tytos os Lannisters se afundavam, sob o regime de Juliar os Lasiurus cresciam.

Durante quase 10 anos, a Casa Lannister decaíra. E agora a Casa Reyne se levantava como uma possível concorrente ao poder, tendo seus próprios vassalos e ordenando que os mesmos não mais obedecessem ordens dos Lannisters, nem pagassem o dinheiro emprestado como água por Tytos. Isso despertou o Leão, e foi o fim dos dias de caos. Lorde Tywin Lannister iniciara suas ações, tomando frente à Casa sem oposição do pai, já agora velho e menos ainda respeitado. E ele prendeu Lordes acusados por traição, cobrou as dívidas, voltou a crescer as tropas do Rochedo Casterly... E tudo isso enfureceu os Reyne, que em ação iniciaram sua rebelião. Esse fora um dos maiores acontecimentos da época, e Lorde Tywin Lannister passara a convocar seus vassalos ainda fiéis. Um corvo chegara aos Campos Lasiurus, e Juliar, apesar de temeroso, atendera o chamado, marchando com mais de 5.000 homens rumo à Castamere.

A rebelião fora destruída com sucesso. Sob o comando de Lorde Tywin Lannister, os vassalos e tropas Lannister acabaram com os Reyne e os Tarbeck, principais focos da mesma. Castamere fora pilhada e destruída, e todos os que portavam o sangue dos traidores foram mortos, até as crianças. A canção "Rains of Castamere" fora criada em homenagem a esse feito. A Casa Lasiurus recebera honrarias então, em gratidão aos esforços feitos, tendo sido a casa que mais levara tropas e auxiliara diretamente em tudo. Com as pilhagens, mais melhorias puderam ser feitas em sua sede, que agora tornara-se realmente imponente. A Casa Lasiurus prosperara ainda mais novamente ligada aos Lannisters de forma direta.

Em 267, Lorde Tytos Lannister morre, passando "oficialmente" o comando a Lorde Tywin Lannister. Nessa época, porém, Juliar já estaria numa idade avançada. O guerreiro de outrora sumia a cada dia de seu corpo, e agora quem assumia o que era necessário era seu filho, Dartor Lasiurus, um jovem treinado para tal. Com cabelos até o ombro, de cor castanho-claros e uma barba curta que cobria toda a lateral e queixo, ele se tornaria um bom administrador, e seria respeitado por todos no castelo. Sua ascensão verdadeiramente começa quando um grupo de bandidos cerca sua pequena caravana que seguia para Lannisporto, e ele se mostra um hábil lutador derrotando mais de cinco deles sozinho. Seu futuro era proeminente com tais presságios de sucesso.

No ano 281, a Casa Lasiurus é afetada com a morte de seu primeiro Lorde, Juliar Lasiurus. Um grande choque que levaria Dartor Lasiurus a diminuir as atividades da mesma com as outras, tornando-se muito reclusa mais uma vez. Nesse mesmo ano, as tensões começavam aumentar no reino, e um ar de rebelião tomava conta devido aos acontecimentos envolvendo o príncipe Rhaegar, o Rei Aerys e muitos outras pessoas importantes da época. Diante esse cenário, Dartor recomeça um fortalecimento da casa, e age independentemente de seus senhores, tomando uma postura ambígua aos olhos de Lorde Tywin Lannister. Ele começaria a participar ativamente em batalhas contra os Targaryen apesar dos Lannisters terem ordenado que isso não acontecesse. Isso duraria quase um ano, até a Batalha do Tridente, à qual Dartor participaria por conta própria. Com a morte de Rhaegar, ele retorna as forças às dos Lannisters na invasão de Porto Real, participando do saque da cidade, o que faria sua casa lucrar muito.

Os anos que se seguiriam seriam anos de paz, com prosperidade moderada.

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Re: O Descendente dos Leões.

Mensagem por Aehrion Dartor em Sab Jan 31, 2015 8:28 am

Parte 1.

- O quê?! - Dartor diria ao ouvir a porta sendo aberta, mas logo um sorriso apareceria em seu rosto ao ver Meistre Glover.
- Sua aula hoje será na biblioteca, como prometido, pequeno lorde. - O Meistre diria num tom amigável, e logo Dartor se levantaria da cama para abraça-lo.
Após seu desjejum, Dartor acompanharia o Meistre até a biblioteca, sempre sorrindo num tom animado. De tudo o que mais estudava, o que mais lhe interessava era a história.
- Vamos estudar as histórias das Casas hoje? - Ele diria num tom animado, quando já estavam às portas da biblioteca.
- Também. Mas temos que estudar as histórias, e a conquista Targaryen. - O Meistre já estaria abrindo as portas ao dizer, levando-o à biblioteca.
- De novo? - Dartor diria num tom desanimado. - Já estudamos isso semana passada! - Ele diria já se sentando na cadeira indicada pelo Meistre.
- É, estudamos. Então me diga, qual era o nome do dragão montado por Aegon? - Ele a responderia rindo, acariciando seus cabelos que escorriam por sua cabeça até a metade do pescoço.
- Ba... Bagor? Não, não era isso... Bareon, é, ou seria Baratheon? - O pequeno lorde diria olhando para baixo, tentando se lembrar.
- Baratheon é uma casa, bobo! - Meistre Glover responderia rindo.
Eles iniciariam a longa aula, como sempre, dia após dia. Suas aulas eram as mais variadas, de escrita, história e administração. E Dartor gostava de cada uma delas, mas sempre preferia as de história. No treinamento de combate, ele tentava imitar os golpes que eram descritos nos livros, golpes utilizados pelos grandes heróis. E com o tempo, aquela experiência o fez melhorar cada vez mais. Por sempre errar o que tentava fazer, ele começara a criar novos golpes, próprios, baseados nos erros dos que lia. Aquilo o dava mais ideias, e logo não havia mestre de armas capaz de pará-lo quando os usava, pois eram totalmente desconhecidos e ele nunca os usava em sequência certa.
Sua vida continuaria a mesma até os 11 anos, quando uma cozinheira nova foi contratada para servir à Lorde Juliar. Junto com a cozinheira, sua filha. A menina não tinha habilidade na cozinha como a mãe, e não sabia limpar. Logo, ela fora colocada aos serviços de Dartor, como sua criada pessoal. De início, ele não lhe dava muita atenção, pois as vestes longas que usava, como túnicas, não deixavam-na aparecer. E seu cabelo sempre estava sujo, além do fato de que Dartor nunca daria sua atenção para uma mera serva, como a mãe lhe ensinara. Isso mudou próximo ao fim do ano.
- V-você? - Seus olhos estariam arregalados, vendo-a parada à sua frente sem roupa alguma, durante o banho. - O-o que e-está f-f-fazendo nua em meu ba-banheiro? - Ele diria sem conseguir retirar os olhos de seu corpo, pois fora a primeira vez que via uma mulher, mesmo que de sua idade, nua.
- Milorde! - A menina estaria completamente corada e tentava cobrir o corpo com as mãos, soluçando ao começar a chorar de vergonha. - O-o s-senhor tinha s-saído e... E e-eu p-pensei que poderia... Tomar um banho a-aqui, me perdoe, por favor, não me mate! - Ela diria cada vez mais trêmula e nervosa.
- M-matar? - A ideia faria Dartor ficar um pouco transtornado. - P-por que eu te mataria? - Ele diria se aproximando dela.
- O-os Lordes n-não fazem isso q-quando fi-ficam irritados? - Ela diria ainda trêmula ao vê-lo se aproximar.
Sem responder nada, ele retiraria as mãos dela da frente do corpo, fazendo-a ficar ainda pior. Ele a olharia por inteiro, sem entender o que sentia. Suas pernas tremiam um pouco e algo endurecia em suas calças. Ele sentia uma necessidade enorme de tocá-la, e foi o que fez. Passou a mão por todo seu corpo, sentindo cada parte do mesmo, ofegando. E depois tornou a olha-la com os olhos brilhando, vendo seu rosto transformado pela vergonha.
- Você... Você é linda e... - Sua respiração forte estaria o atrapalhando de falar. - V-você não precisa se desculpar, eu... Eu gostei, foi... É... Você vai tomar banho aqui sempre. - Ele concluiria tremendo um pouco.
- M-mas milorde, eu n-não posso! - A menina estaria se tremendo, com medo e vergonha, e chorando.
- P-pode sim. - A voz de Dartor ficaria mais forte. - Você é minha criada e eu digo o que pode ou não. Você vai passar a me dar banho e eu vou te dar banho. - Ele diria com um sorriso no rosto, acariciando o dela.
A partir desse dia, foi o que fizeram. Todo dia, um banhava o outro, e aquilo os fazia começarem a sentir uma forte atração, física e emocional, um pelo outro. Toda vez que as mãos da menina passava por suas partes íntimas durante o banho, ele sentia algo sair de seu membro, e toda vez que a mão dela passava pelas dela, ela gemia. Ele não sabia o que era aquilo até perguntar ao Meistre, um dia.
Passaram-se dois anos, e cada dia a relação dos dois ficava mais forte. Antes, o que era mais uma brincadeira, agora se tornara um afeto que vinha de ambos os lados. E Joinne passara a dizer que o amava. Eles faziam promessas um ao outro, e seu amor infantil tornara-se um namoro. Mas era óbvio que isso não agradaria aos pais do mesmo.
- Você não vai casar com uma putinha qualquer. - A mãe dizia em tom irritado sempre que mandava a menina para longe dele, ao vê-los juntos.
- Ela não é puta! - O menino sempre respondia com raiva, aos gritos.
- Aquela cozinheira mandou a filha dela pra te seduzir e tentar crescer na vida, e você, inocente, caiu no que ela quis! - A mãe diria dando-lhe um tapa. - Agora vá para o seu quarto, e pare com essa história. - E sempre ia falar com seu pai, que nada fazia em relação à isso.
Mais um ano se passava, e seu amor começava a irritar ainda mais a mãe, enquanto crescia cada vez mais entre os dois. A menina passaria a dormir em seu quarto sempre, à pedido do mesmo, apesar de não fazerem nada além de realmente dormir. E eles passeavam, como namorados, por todo o castelo, rindo das brincadeiras e felizes como estavam. Isso durou o que parecia uma eternidade ao jovem, e parecia que nunca acabaria.
- Vai doer, meu amor. - Ela diria com os olhos lacrimejando um pouco. - E podem nos ver. Sua mãe vai te matar se ver... - Ela levantaria a saia do vestido, envergonhada e se apoiando com as mãos na parede, numa noite, no pátio.
- Não vai doer, eu prometo. - Ele diria acariciando seu rosto e se aproximando dela lentamente, com seu membro já enrijecido.
E eles tiveram seu primeiro ato sexual, algo que fora especial para ambos. Mas naquela noite, após leva-la ao quarto e dormir ao seu lado, como de sempre, ele não teve sonhos bons. Ele via garras tentando agarrar os dois, e sua noite fora agitada. Pela manhã, ao acordar, ele não veria Joinne ao seu lado. Sua mãe estaria sentada numa cadeira, com belas vestes nas mãos.
- Você deve se vestir. Seu pai ordenou. - Ela diria num tom sem expressão, olhando para ele com um sorriso que lhe seria impossível de entender o que significava.
- Para o que? - Sua voz teria um tom preocupado, olhando em volta. - Onde está Joinne?! - Ele começaria a ficar irritado, se sentando na cama.
- Você verá aonde ela está. - Sua mãe continuaria com o mesmo tom. - Vista-se.
E após se vestir, ele fora levado. Conhecia o caminho, era até o septo. Ao se aproximar, ele entenderia o quanto estaria cheio, pelos sons.
- É um casamento? - Ele perguntaria sem obter resposta da mãe.
Ao entrar, todos se colocariam de pé para o mesmo. Ele começa a olhar em volta assustado, e mais ainda ao ver uma menina no altar ao qual ele se aproximava, uma criança à seus olhos, muito mais nova que ele.
- Quem é essa? - Ele diria tentando se soltar inutilmente dos braços da mãe que o levava. - Me solte, agora, o que está acontecendo aqui?! - Sua voz começaria a aumentar o tom e logo seriam gritos.
Fora forçado a se casar. Não havia o que fazer. Todos os olhos estavam nele, e o de seu pai principalmente. Ele não podia desapontá-lo, não podia. Mas também não queria se casar com uma criança.
Após fazer os votos, seu pai se aproximaria dele finalmente.
- Agora você é um homem. - Seu pai diria com a voz um pouco triste, apesar dele não entender o motivo.
- Eu não queria me casar com essa criança. - Ele diria em um tom baixo, para que a menina não ouvisse. - Eu quero me casar com Joinne, ela é o meu amor.
Os olhos do pai iriam ao chão, tornando a olhar em volta.
- O seu presente de casamento. - O pai diria olhando-o nos olhos. - Sua... Sua mãe te levará para pegá-lo. É uma bela espada. - Seu pai dira num tom ainda mais triste, se aproximando com o rosto coberto pelas mãos para esconder sua vergonha, que seria de pouco entendimento para o filho.
Logo ele seria levado pela mãe para fora, de olhos vendados. Ao andarem um pouco, até o pátio principal, sua venda é retirada. E seus olhos não acreditariam no que viam. Um rio de sangue escorreria pelo pátio à partir do centro. Ao chegar mais próximo, ele veria Joinne. Nua, com suas partes íntimas expulsando sangue e esperma de diversos homens que haviam a estuprado, e uma espada cravada em suas costas. Seu corpo jazia esticado no chão, e sua mãe colocaria uma mão em seu ombro.
- Seu presente é a espada. Retire-a. - Ela diria num tom sem expressão. O rosto e a mente de seu filho haviam se tornado uma confusão de choro, raiva, tristeza e vergonha. Ele abriria a boca para falar, mas não conseguiria emitir som algum, além de um gemido de dor ao cair ao chão ao lado de sua amada, desacordado.
A partir deste dia, ele nunca mais dirigiu uma palavra sequer à mãe. E falava com seu pai estritamente o necessário. Sua vida tornara-se vazia, cheia de obrigações e pouca alegria. As aulas, os treinos e os passeios tornaram-se massantes e sem sentido para ele, e a espada que foi lhe dada ainda manchada com o sangue de sua amada, agora parecia um fardo que ele tinha de carregar. Seus golpes com ela eram ferozes, e o pai havia lhe dito que aquela espada na verdade era a espada do Lorde, mas fora reforjada especialmente para ele. E quando inquirido que nome a daria, somente uma palavra viria à sua mente. "Sangue."

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